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terça-feira, novembro 22, 2011

Entrevista - Prof. Eng. Ms. Abraão Freires Saraiva Júnior da Universidade Federal Rural do Semi-Árido

Entrevista com o Prof. Eng. Ms. Abraão Freires Saraiva Júnior, no dia 19 de Outubro de 2011 na UFERSA

1- Qual a importância da análise da demanda para Engenharia de Produção?
A primeira atividade de um Engenheiro de Produção é alinhar a capacidade produtiva à demanda. Como é que eu vou projetar a capacidade da minha planta produtiva para um mês, para um ano, para cinco anos, se vou precisar de hora extra? A primeira coisa que devo fazer é fazer uma análise da minha demanda. A demanda é a entrada para qualquer sistema de planejamento e controle da produção e demanda se trabalha de várias formas: métodos quantitativos e qualitativos.

2- É fácil entender os métodos quantitativos. Como seriam os métodos qualitativos?
Por exemplo, eu tenho uma empresa com vários vendedores. Uma forma de fazer uma análise qualitativa da demanda é fazer entrevistas com os vendedores perguntando qual será o comportamento da demanda nos próximos meses. Outro exemplo seria reunir uma série de executivos especialistas na área e perguntá-los como vai se comportar o mercado no tempo futuro. Isso se chama de painel de executivos.

3- No curso de Engenharia de Produção em qual disciplina iremos estudar Análise da demanda?
Planejamento e Controle de Operações 1.

4- Citar exemplos de impactos da variação da demanda na produção.
Quando houve a crise, a Embraer teve que demitir 4 mil funcionários porque como a demanda diminuiu ela teve que diminuir também sua capacidade produtiva. Isso são técnicas de nivelagem de demanda com capacidade. Se você tem capacidade muito alta com demanda baixa, capacidade alta significa custos altos (com máquinas, pessoas, materiais). Se você tem custos altos com receitas baixas (que vêm da demanda baixa) você terá prejuízos. Se você tem sucessivos prejuízos sua empresa vai quebrar. Por isso, nessa situação a capacidade produtiva deve ser diminuída para se dimunuir os custos. Para isso deve-se reduzir custos com materiais, máquinas e pessoal.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Entrevista - Engenheira de Produção do SEBRAE-RN

Luana Oliveira, 30 anos, natural de Brasília, Engenheira de Produção do SEBRAE formada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

1. Qual sua visão a respeito da engenharia de produção e como ela se diferencia das demais?

A engenharia de produção se diferencia das demais pela sua abordagem na gestão dos processos das outras engenharias. Pode-se dizer que é menos “técnica” e é a mais “humana” das engenharias.


2. O que te influenciou a optar pela engenharia de produção?

Principalmente pela abrangência de possibilidades de atuação.


3. Engenharia de Produção é um curso relativamente novo. O mercado já conseguiu absorver esse profissional?

Sim, principalmente no setor industrial (grandes indústrias). Eu não percebo atuação marcante de engenheiros de produção no setor de serviços.


4. De maneira geral, onde os profissionais desta área podem atuar em nossa região?

A formação do engenheiro de produção permite atuação em todos os setores, mas no RN acredito que a indústria de petróleo, confecções, alimentos e bebidas empregam mais engenheiros de produção.


5. Quais características/capacidades o mercado espera de um engenheiro de produção?

Dinamismo (capacidade de resolver problemas), proatividade e conhecimento a respeito de gestão de processos e pessoas.


6. Quais benefícios o engenheiro de produção trás aos processos produtivos de uma empresa?

Na atuação na área de gerenciamento de processos produtivos, o engenheiro de produção transforma os dados (obtidos pelo monitoramento e controle das etapas do processo) em indicadores que subsidiam os tomadores de decisão a alcançar processos cada vez mais eficientes e eficazes.


7. Como surgiu a oportunidade de emprego na empresa onde trabalha atualmente?

Concurso público para trainee por tempo determinado (2 anos) e depois fui efetivada como funcionária por tempo indeterminado.


8. Qual é sua função na organização a qual faz parte, o que faz?

Sou gestora de projetos. Sou responsável pela gestão, monitoramento dos mesmos e também pela execução das ações previstas nesses projetos.


9. Quais problemas mais comuns que você tem que solucionar no dia-a-dia do seu trabalho?

Buscar e operacionalizar alternativas de solução para desvios de previsão nos projetos, ou seja, buscar soluções para situações que divergem do previsto.


10. Ao desenvolver suas tarefas, sente que usa conhecimentos adquiridos na sua vida acadêmica? Exemplifique.

Sim. Posso citar dois exemplos. O primeiro, uso algumas ferramentas ou conceitos de gestão para gerir os projetos que sou responsável. Segundo, trabalho com projetos de desenvolvimento, em que uma das principais ações é a realização de consultorias tecnológicas em indústrias. A instituição em que trabalho contrata consultores para execução dessas consultorias. Os conhecimentos da vida acadêmica baseiam o meu trabalho de análise das propostas de consultoria e de monitoramento das mesmas.

 
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