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terça-feira, novembro 22, 2011

Entrevista - Coordenadora do curso de Eng. de Produção da UFGD

A entrevista foi realizada com a professora Fabiana Raupp que possui graduação em Engenharia de Produção Mecânica pela Universidade de Santa Cruz do Sul e mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é aluna de doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina e Coordenadora do Curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal da Grande Dourados - MS.

1- O que é eng. organizacional? Qual a relação dessa área com a eng. De produção? 
A Engenharia Organizacional é o conjunto de conhecimentos relacionados à gestão das organizações, englobando em seus tópicos o planejamento estratégico e operacional, as estratégias de produção, a gestão empreendedora, a propriedade intelectual, a avaliação de desempenho organizacional, os sistemas de informação e sua gestão e os arranjos produtivos.
A relação da Engenharia Organizacional com a Engenharia de Produção é direta, pois sem esses conhecimentos fica difícil de você conseguir gerir eficientemente uma organização.

2- Como um engenheiro de produção pode atuar na área de eng. organizacional?
De varias formas, pois como já foi abordado é uma área ampla, que vai desde o planejamento estratégico de uma empresa, passando pelo desenvolvimento de um projeto, fazendo a gestão do conhecimento e os sistemas de informação sejam aplicados da melhor forma para auxiliar no gerenciamento.

3- Qual a diferença ente gestão do conhecimento e gestão da informação?
A área de gestão do conhecimento engloba a gestão da informação, pois para se gerar conhecimento é necessário que se tenha informação.

4- O planejamento estratégico e organizacional é realmente um fator diferenciador do sucesso das organizações?
Com toda a certeza, pois em primeiro lugar você precisa saber para onde quer ir para então começar a pensar em como fazer isso, e só sabendo onde se quer chegar que se sabe qual caminho tomar e quando se chega no destino. 

segunda-feira, outubro 10, 2011

Entrevista - Planejamento e Integração das Atividades

Nilton Toledo, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica – USP, fala sobre o papel do Engenheiro de Produção.



Como o engenheiro de produção transita na área de estratégia nas organizações?
NT – Considerando o exemplo de uma organização manufatureira, ele tem como áreas estratégicas: Projeto do produto, Projeto do processo, Planejamento e Controle da produção, Controle da qualidade, Produção e Manutenção. O engenheiro de produção pode exercer função em qualquer uma dessas áreas. Nos processos de fabricação, produção e manutenção, deve-se contar com engenheiros de competências técnicas específicas.
O engenheiro de produção integra essas áreas com as que estão sob seu comando, tais como: Recursos humanos, Finanças, Compras, Marketing, Vendas, Distribuição física etc.


Quais os diferenciais na formação do engenheiro de produção que podem contribuir para a atuação nessa área?
NT – O planejamento estratégico nas empresas só tem sucesso se a metodologia usada for adequada e contar com a participação de toda a comunidade da organização. Quem conhece os pontos fortes e os fracos, as ameaças e as oportunidades são as pessoas que labutam dia-a-dia. Pela própria formação e atribuições que lhe cabem na organização, principalmente na integração das atividades, o engenheiro de produção tem papel fundamental e pode contribuir significativamente na elaboração do plano. A formulação de estratégias deve fluir de toda a comunidade, mas a interpretação das sugestões deve ser feita pelo engenheiro de produção.

Como as decisões estratégicas podem influenciar nos rumos das instituições?
NT – As decisões estratégicas têm, naturalmente, uma influência preponderante no destino da organização. Para exemplificar, relato o seguinte:
Uma grande empresa de produtos de consumo atendia a uma faixa significativa do mercado. Mas seus administradores pensavam que seus produtos estavam “cansados”, que seus processos estavam obsoletos e seus executivos, desmotivados. Os administradores achavam que a empresa vivia um mau momento. Com a participação de todos os funcionários e colaboradores, elaborou-se um planejamento estratégico com metodologia adequada e chegou-se a um diagnóstico completamente distinto.
Esse diagnóstico apresentava uma visão completamente diferente da inicial. Concluía: “nossos produtos são bons, temos uma ótima distribuidora e contamos com a confiança de nossos clientes!”

Dado esse diagnóstico, a empresa estava pronta para uma tomada de decisão?
NT – Precisamente, a decisão de ampliar a linha de produtos já existentes e manter as marcas bem-sucedidas. Assim, a linha de sabonetes teve como complemento, xampus, desodorantes, perfumes e cremes hidratantes; a linha de sabões em pedra foi complementada com sabões em pó, desinfetantes e detergentes.
Executado o plano, dobrou-se o faturamento.
Podemos concluir que o conhecimento dos pontos fortes levou a direções diferentes do rumo tradicional que a organização seguia até então.

Fonte: Engproducaoemfoco.blogspot, publicada no dia 09/01/11.

 
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